Abre os teus olhos e tenta ver
que agora o que eu quero
é desvendar você.
domingo, 16 de novembro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
De Segunda à Sexta
O despertador amanheceu tocando
E os meus olhos amanheceram fechados
Tão pesados que já não conseguem,
não querem se abrir
Carregando todos os dias
mais do que podem suportar
As pernas vacilam
Os pés tropeçam
As mãos escapam
E é sempre igual,
O dia começa e termina
Tão rápido
como num ritual
A rotina destrói
Aprisiona
E corrói
É a velha tragédia dos comuns
E as horas dançam com alegria
É possível que eu não aguente
Até o fim do dia.
E os meus olhos amanheceram fechados
Tão pesados que já não conseguem,
não querem se abrir
Carregando todos os dias
mais do que podem suportar
As pernas vacilam
Os pés tropeçam
As mãos escapam
E é sempre igual,
O dia começa e termina
Tão rápido
como num ritual
A rotina destrói
Aprisiona
E corrói
É a velha tragédia dos comuns
E as horas dançam com alegria
É possível que eu não aguente
Até o fim do dia.
sábado, 7 de junho de 2014
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 26 de março de 2014
Extravio
Onde começo, onde acabo,
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja
periferia é o centro?
Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas;
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.
Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.
Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.
Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em seu olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.
Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.
Ferreira Gullar
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja
periferia é o centro?
Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas;
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.
Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.
Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.
Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em seu olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.
Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.
Ferreira Gullar
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
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