sexta-feira, 24 de abril de 2015

A poesia é exagerada
exagerada porque é viva,
porque sente
e respira por si mesma,
porque não tem correntes
amarras ou pesos.

Ela sabe voar,
alcançar tudo aquilo que nos parece impossível
em questão de segundos e meia dúzia de palavras
ela sonha,
é sol e tempestade
o fogo e o gelo
que queima e arde
que rasga o peito e sangra
que tira e devolve a vida,
que odeia e ama.

A poesia é força vital,
é o que se diz e o que devia ter sido dito,
é comemoração e arrependimento
ambígua
antônima
e dúbia
é caminho que bifurca e ramifica,
é axônio e dendritos
são ligações conexas e duvidosas
sofridas ou prazerosas.



domingo, 29 de março de 2015

O poema e a poesia
a menina e a maresia
enquanto o amor se esvai
o coração se esvazia
das noites que você dormia
da calma que me trazia
das mãos seguradas enquanto me dizia
"meu amor, fica mais um pouco,
que teu carinho pra minha dor
é anestesia."

terça-feira, 17 de março de 2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mais um rascunho.
Uma folha rabiscada,
Um coração,
Um testemunho

Mais uma linha
Uma curva desenhada pra formar o rosto dela
Outra curva
Pra chamar de minha.
Se não fosse amor, meu amor
Não seriam três da manhã.
Não seria insônia,
Não seria poema.
Mas é tudo isso
E um pouco mais.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Pensando bem
eu bem que queria te ver.
Eu bem que queria te ver bem.
Pra gente cantar aquela música
e aprender aquele passo,
pra desatar esse nó de vez
e virarmos um laço.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015