Sei que às vezes se pergunta por onde tenho andado. Sei que às vezes a curiosidade bate na tua cabeça como um eco que vem de uma longa distância. Sei que morde os lábios em uma tentativa vã de conter a saudade que logo esfria o peito. E se é a mudança que tanto te aflige, não se preocupe, meu bem, porque nada tem sido diferente por aqui. Os caminhos têm sido os mesmos, cuidadosamente calculados. As companhias -quando existem- também não são uma surpresa. E eu? eu fiquei por aqui, passeando pelas estradas tortuosas e falhas da memória, desviando de algumas rotas e até mesmo me perdendo.
Mas não tem problema, não. No final, foi vagando por aí que eu aprendi que todos os caminhos vão.
terça-feira, 21 de julho de 2015
sexta-feira, 12 de junho de 2015
O amor é como uma casa
Quinze anos de construção.
- Então, era aí que você morava?
- Era.
- Tem certeza? Sabe, tem muita coisa diferente...
- Eu conheço cada centímetro dessa casa. Eu poderia reconhecer ela a quilômetros de distância...
- Então, era aí que você morava?
- Era.
- Tem certeza? Sabe, tem muita coisa diferente...
- Eu conheço cada centímetro dessa casa. Eu poderia reconhecer ela a quilômetros de distância...
sexta-feira, 24 de abril de 2015
A poesia é exagerada
exagerada porque é viva,
porque sente
e respira por si mesma,
porque não tem correntes
amarras ou pesos.
Ela sabe voar,
alcançar tudo aquilo que nos parece impossível
em questão de segundos e meia dúzia de palavras
ela sonha,
é sol e tempestade
o fogo e o gelo
que queima e arde
que rasga o peito e sangra
que tira e devolve a vida,
que odeia e ama.
A poesia é força vital,
é o que se diz e o que devia ter sido dito,
é comemoração e arrependimento
ambígua
antônima
e dúbia
é caminho que bifurca e ramifica,
é axônio e dendritos
são ligações conexas e duvidosas
sofridas ou prazerosas.
exagerada porque é viva,
porque sente
e respira por si mesma,
porque não tem correntes
amarras ou pesos.
Ela sabe voar,
alcançar tudo aquilo que nos parece impossível
em questão de segundos e meia dúzia de palavras
ela sonha,
é sol e tempestade
o fogo e o gelo
que queima e arde
que rasga o peito e sangra
que tira e devolve a vida,
que odeia e ama.
A poesia é força vital,
é o que se diz e o que devia ter sido dito,
é comemoração e arrependimento
ambígua
antônima
e dúbia
é caminho que bifurca e ramifica,
é axônio e dendritos
são ligações conexas e duvidosas
sofridas ou prazerosas.
domingo, 29 de março de 2015
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